TARIFA

Tarifas de pedágio já estão mais caras na BR-163 com apenas 139 km duplicados

Já está mais caro, a partir desta quinta-feira, o pedágio na BR-163 em Mato Grosso do Sul. Conforme noticiou o DouradosAgora, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou o reajuste da tarifa básica no trecho da rodovia sob responsabilidade da concessionária CCR MSVia.

O documento informa que o reajuste refere-se a aplicação de revisões e de um desconto de reequilíbrio. Informa também que a Tarifa Básica de Pedágio (TBP) por quilômetro passará de R$ 0,05133 para R$ 0,05213. Isso significa que para um carro que cruzar o estado de norte a sul pagará entre R$ 0,40 a R$ 0,50 a mais por cada faixa de pedágio. Isso representa que ao atravessar Mato Grosso do Sul passará a desembolsar R$ 59,20 e não mais R$ 55,40.

Ao todo são nove praças de pedágio. A tarifa para categoria 1, de veículo, passa de R$ 4,60 para R$ 5,00 na praça de pedágio P1, em Mundo Novo; de R$ 6,50 para R$ 6,90, na praça de pedágio P2, em Itaquiraí/Naviraí; de R$ 6,50 para R$ 7,00, na praça de pedágio P3, Caarapó; de R$ 6,60 para R$ 7,00, na praça de pedágio P4, em Rio Brilhante; de R$ 7,40 para R$ 7,80, na praça de pedágio P5, em Campo Grande; de R$ 5,60 para R$ 6,00, na praça de pedágio P6, em Bandeirantes/Rochedo/Jaguari; de R$ 5,50 para R$ 5,90, na praça de pedágio P7, em São Gabriel do Oeste/Camapuã; de R$ 7,30 para R$ 7,80, na praça de pedágio P8, em Rio Verde de Mato Grosso; de R$ 5,40 para R$ 5,80, na praça de pedágio P9, em Pedro Gomes/Sonora.

CCRMSVia

Desde que assumiu a concessão, em 2013, a CCR MSVia informa que investiu R$ 1,9 bilhão na BR-163/MS, garantindo um total de 138,5 quilômetros de pistas duplicadas. A empresa também diz que recuperou 333 quilômetros de pavimento, complementou e modernizou toda a sinalização da rodovia e implementou um dos mais modernos serviços de Atendimento ao Usuário, SAU.

Em abril deste ano a concessionária paralisou obras de duplicação em todo o Estado e no mês passado anunciou a retomada parcial, bem como a restauração do pavimento em pontos críticos. A decisão foi tomada após o Governo Federal publicar nova Medida Provisória concedendo maior prazo para a realização dos investimentos, em novas condições contratuais.

A CCR protocolou, junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, em Brasília, um pedido de revisão contratual em razão das condições adversas da economia combinadas com prejuízos provocados pelo atraso na emissão da Licença, bem como pela mudança das bases para financiamento do empreendimento pelo BNDES e pela Caixa. Ou seja, a concessionária alegou que estava investindo muito e como contrapartida passou a receber pouco com o pedágio.

A CCR mantém atendimento 24 horas por dia na BR-163/MS, e conta com cerca de 500 colaboradores, 17 Bases Operacionais e mais de 80 viaturas. Segundo a empresa, até o mês passado foram mais de 11.8 mil pessoas socorridas pelos médicos e resgatistas do Atendimento pré-hospitalar da concessionária. Tudo isso apoiado por um moderno sistema de tecnologia com monitoramento do tráfego, mais de 400 câmeras em circuito fechado de TV e quase 400 quilômetros de fibras óticas, entre outros equipamentos de última geração.

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