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Cenário é de falta de chuva e aumento de focos no Pantanal em setembro

Não há previsão de chuva no local até 13 de setembro, e umidade relativa do ar estará baixa

Trabalho de combate ao incêndio no Pantanal (Foto: Divulgação - CBMS) Trabalho de combate ao incêndio no Pantanal (Foto: Divulgação - CBMS)

Apesar da situação tranquila nesta semana, o cenário é de falta de chuva, umidade relativa do ar baixa e aumento de focos de incêndio, nas duas primeiras semanas de setembro, no Pantanal sul-mato-grossense. Foi o que informou as autoridades durante live nesta sexta-feira (28).

O secretário estadual de Produção e Meio Ambiente, Jaime Verruck, destacou que será emitido um alerta de “baixa umidade relativa do ar”, que favorece novos focos de incêndio, assim como doenças pulmonares. “O cenário ainda é crítico, por isso reforço para que as pessoas não coloquem fogo em nada”, ponderou.

A coordenadora do Cemtec-MS (Centro de Monitoramento do Tempo e Clima de MS), Franciane Rodrigues, afirmou que não existe previsão de chuva no Pantanal até o dia 13 de setembro e que a umidade relativa do ar ficará abaixo de 12% em vários municípios do Estado.

“Ontem (27) já ficou em apenas 8% na cidade de Cassilândia e chegará em nível crítico na região norte do Pantanal. Por esta razão a atenção tem que ser redobrada sobre novos focos de incêndio e doenças pulmonares na população”, destacou.

Cenário - O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Waldemir Moreira, reforçou que esta semana foi mais “tranquila” na região do Pantanal sul-mato-grossense, já que os focos ficaram no estado vizinho, na região de Poconé. “Esteve mais concentrado (focos) no Mato Grosso, aqui, por exemplo, não tivemos focos de 21 a 23 de agosto”.

Ele explicou que no dia 24 alguns focos ainda não estavam na divisão com Mato Grosso e que apenas na terça-feira (25) surgiram 37 registros, caindo para 10 na quarta-feira (26) e chegando a 74 (focos) ontem. “Vamos ficar atentos para reforçar as equipes nos lugares que precisarem de mais demanda, neste mês tivemos o maior número de focos dos últimos 10 anos”.

O Coronel divulgou que até o momento foram 1,7 milhão de hectares de áreas queimadas no Pantanal no ano, sendo 980 mil (hectares) apenas em Mato Grosso do Sul, além de mais 778 mil (hectares) no Mato Grosso.

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