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Força-tarefa realiza pente-fino na PED em busca de material ilícito dentro do presídio

Operação acontece nesta manhã na PED - Crédito: Divulgação/Agepen Operação acontece nesta manhã na PED - Crédito: Divulgação/Agepen

Policiais penais de Mato Grosso do Sul realizam um pente-fino na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) nesta quarta-feira (23). A ação reúne equipes operacionais, inteligência e tecnologia para identificar vulnerabilidades e retirar materiais proibidos do ambiente prisional e faz parte da Operação Mute, promovida pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) em todo o país.

Os trabalhos começaram logo nas primeiras horas e os servidores atuam nas celas e galerias do estabelecimento penal. 

Além de Dourados, há também ações do tipo no Estabelecimento Penal Masculino de Coxim, na região Norte do Estado.

Com essas medidas, chega a 69 o número de operações do tipo em Mato Grosso do Sul neste ano. 

Na PED, participam da nova fase da Operação Mute policiais penais da própria unidade, equipes do COPE (Comando de Operações Penitenciárias) e da GISP (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário), sob coordenação da Diretoria-Geral da Polícia Penal e da Diretoria de Operações da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).

A operação conta, ainda, com a atuação da Força Penal Nacional (FPN).

Para a realização da 'Mute', são utilizados recursos tecnológicos ampliados. Entre os equipamentos empregados estão georradares e kits de varredura, que aumentam a capacidade de identificação de possíveis materiais e pontos de vulnerabilidade nas estruturas prisionais.

Tecnologia

Uma das ferramentas incorporadas à estratégia de segurança é a tecnologia de detecção de sinais de telefonia móvel utilizada na Operação Modo Avião, realizada no estado entre os dias 8 e 18 deste mês.

Em 2026, a Modo Avião já foi realizada em 16 estabelecimentos penais de Mato Grosso do Sul, com equipamentos capazes de detectar sinais de telefonia móvel em um raio de até 100 metros. A partir dessas informações, os policiais penais conseguem estabelecer pontos prioritários para fiscalização.

O recurso tecnológico complementa as revistas e o trabalho de inteligência, permitindo direcionar as equipes para locais que apresentem indícios de comunicação por meio de aparelhos celulares.

De acordo com o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, a realização da operação ajuda a integrar uma estrutura de segurança que mantém ações de revista, inteligência e fiscalização de forma contínua nas unidades prisionais.

“Com a combinação de experiência operacional, inteligência e tecnologia, a Polícia Penal amplia sua capacidade de prevenção, identificação de vulnerabilidades e resposta às tentativas de utilização do sistema prisional para atividades criminosas”, diz.

*Com informações da Agepen

 

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