Delegacia onde marido de mulher morta em atropelamento está preso (Foto: Tião Prado/Ponta Porã Informa)
Está preso em Ponta Porã, a 313 km de Campo Grande, na fronteira com o Paraguai, o marido de Wandete Góis da Silva, de 58 anos, morta por atropelamento na noite deste domingo (2) no distrito de Sanga Puitã.
Homem está preso em Ponta Porã suspeito de atropelar e matar a própria esposa, Wandete Góis da Silva, de 58 anos, na BR-463, no distrito de Sanga Puitã. Fragmentos do caminhão dele são compatíveis com os encontrados no local. Testemunhas dizem que ele bebeu antes do acidente. O suspeito alegou que a mulher se jogou sob o veículo. O caso é tratado como homicídio culposo, mas a tese de feminicídio não está descartada.
O homem, que não teve o nome divulgado, conduzia o caminhão que atropelou e matou Wandete, na BR-463. O corpo ficou no meio da pista e o caminhoneiro fugiu. Horas depois, o marido da vítima se apresentou à Polícia Civil para prestar esclarecimentos.
Enquanto prestava depoimento, os policiais constataram dano no caminhão, que estava estacionado próximo à delegacia. Fragmentos coletados pelos peritos no local do atropelamento são compatíveis com o veículo, reforçando a suspeita de que foi o próprio marido quem atropelou a esposa.
O motorista se negou a fazer teste de bafômetro, mas testemunhas relatam que ele ingeriu bebida alcoólica numa confraternização em homenagem à padroeira dos caminhoneiros, no distrito de Sanga Puitã.
De acordo com a Polícia Civil, inicialmente o caso é tratado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, mas as investigações continuam.
Informações coletadas no local do acidente revelam que houve um desentendimento entre Wandete e o marido quando eles estavam na confraternização. A mulher deixou o local e foi embora para casa a pé. No trajeto, foi atropelada e morta.
Informalmente, o homem teria dito que a mulher se jogou embaixo do caminhão. Ele alegou ainda que não percebeu o ocorrido, por isso deixou o local sem prestar socorro à vítima e foi para casa. No interrogatório formal, no entanto, permaneceu em silêncio.
Os investigadores procuram imagens de câmeras de monitoramento para esclarecer a dinâmica dos fatos. O homem passará por audiência de custódia nesta segunda-feira (3). A tese de feminicídio não está descartada.
Comentários