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Projeto ‘Oncodia’ de Marçal é instituído em Dourados

Deputado espera que municípios efetivem a Lei em Mato Grosso do Sul

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O Deputado estadual Marçal Filho (PSDB) comemora a instituição da Lei 4.525 de 19 de agosto de 2020 sancionada nesta quinta-feira (27) pela Prefeitura de Dourados, que institui o "Oncodia de prevenção e atendimento de pacientes com câncer".

A Lei douradense é inspirada no projeto Oncodia de Marçal, sancionado no final do ano passado pelo governador Reinaldo Azambuja. O programa estabelece um dia de semana para o atendimento ambulatorial, acompanhamento, orientação, assistência e promoção de saúde de paciente com câncer vinculado à rede básica de saúde.

"O Oncodia inclui uma ampla gama de variáveis, que vai muito além do tomar ou não os medicamentos indicados. Está ligada à mudança de rotina e à incorporação de novos comportamentos, que se fazem necessários para o controle da doença e que, consequentemente, permitem ao paciente viver o dia a dia em normalidade", diz Marçal Filho, que destaca a iniciativa do vereador Olavo Sul (MDB), autor da Lei Municipal em Dourados.

Na prática o Oncodia deverá realizado por meio de equipes interdisciplinares formadas por médico, psicólogo, assistente social e enfermeiro, vinculados à atenção básica. O serviço será oferecido às pessoas com câncer que realizam o tratamento em seu convívio familiar, sem estágios que incidam em internação hospitalar.

No Brasil e no mundo existe uma baixa adesão ao tratamento de doenças crônicas, como o câncer. "Sabemos que a doença pode levar o paciente ao seu limite, provocar depressão, resultando até na desistência do tratamento. A família toda também sofre. Por isso é importante a presença de uma equipe interdisciplinar a fim de planejar medidas para trazer o paciente de volta”, diz Marçal Filho, autor do Oncodia em âmbito estadual.

O deputado espera que a saúde pública de Dourados e dos demais municípios do Estado instruam o quanto antes os profissionais a prepararem equipes para atender o Oncodia, de forma que os cuidados envolvam um diálogo aberto com o paciente e a família. “Queremos que a Lei saia do papel e seja aplicado na prática nos mesmos moldes do Hiperdia, projeto já consolidado no país e que atende pessoas com hipertensão e diabetes”, finaliza o deputado.

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