Cenário eleitoral
A Senadora Tereza Cristina (PP) afirmou que nunca recebeu um convite para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro na disputa pela presidência do Brasil. Mas, caso houvesse, ela iria “pensar”.
“Esse assunto não sai da minha frente. Nunca fui convidada. se eu for, lá na frente, vamos pensar. Nunca chegou esse convite”, disse em entrevista nesta terça-feira (31).
Tereza é um nome que vem sendo dito desde as últimas eleições, por ser uma voz de liderança feminina entre a direita e voz para o agronegócio.
Em fevereiro deste ano, ela assumiu a presidência do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a convite do presidente da entidade, Paulo Skaf.
Recentemente, em entrevista para a Veja, ela afirmou que se sentir “preparada” para assumir a vice-presidência ao lado de Flávio Bolsonaro, nome considerado o mais capaz de tirar Lula das eleições. No entanto, não descartou a chance de lançar seu próprio nome como candidata à presidência.
"Me sinto honrada com isso. Mas também posso ser candidata a presidente como mulher, por que não? Me sinto preparada. Mas isso não depende da minha vontade. Ser vice-presidente não é o meu sonho de consumo”, disse.
Durante evento de filiação de cinco deputados ao Partido Liberal (PL) na noite de ontem (30), o presidente do partido, Reinaldo Azambuja, também frisou o desejo da senadora de compor a chapa de Bolsonaro.
“Eu olho pra Tereza Cristina e me dá uma vontade de ver você como vice do Flávio Bolsonaro. Eu sei que você vai ser guerreira, vai falar o que você fez pelo Brasil como a melhor ministra da agricultura nos momentos mais difíceis”, afirmou no evento.
Um levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência em parceria com o BTG Pactual, divulgado nesta segunda-feira (30), aponta um cenário de forte polarização na disputa presidencial de 2026, com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) empatados no segundo turno e tecnicamente empatados no primeiro turno, em diferentes simulações.
Nos cenários de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados com 46% cada, e 7% afirmam que votariam em branco ou nulo.
No cenário principal de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 38%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2pp, os dois estão empatados tecnicamente.

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