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Dois movimentos tentam incluir Campo Grande na onda nacional de protestos

Dois movimentos nas redes sociais tentam incluir Campo Grande na onda de protestos que atingem as capitais brasileiras desde o início deste mês. Na Capital sul-mato-grossense, as manifestações não serão contra o aumento da tarifa, já que o valor da passagem de ônibus foi congelado até outubro, mas prometem mirar, principalmente, os casos de corrupção e os escândalos na área de saúde.

O primeiro movimento está previsto para amanhã e é organizado pelo usuário Anonymos MS, que pretende realizar uma “grande reunião coletiva” amanhã, à tarde, no Parque das Nações Indígenas. Mas não é o único. O movimento “Dia do Basta Campo Grande” prepara três dias consecutivos de protestos no centro da Capital no horário de pico e para parar o trânsito. O objetivo é chamar a atenção das autoridades.

A onda de manifestações começou em São Paulo, Rio de Janeiro e Natal (RN) contra o aumento da tarifa no transporte coletivo. Houve confronto com a polícia e novos atos foram realizados, mais violentos e que acabaram tendo repercussão internacional.

Agora, o movimento chegou a outras capitais das regiões sul, sudeste e nordeste do Brasil. A última capital nordestina a aderir é Recife, que deverá ter os primeiros atos na próxima semana.

Campo Grande

O primeiro ato, que é denominado “R$ 0,20, não é por centavos, é por direitos”, acontece amanhã no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande. Dos 51,9 mil convidados, cerca de 2,6 mil já confirmaram presença no evento, que o organizador diz ser um encontro pacífico e para discutir a pauta de reivindicações do movimento.

“O Brasil está vivendo um momento histórico, uma onda de protestos está acontecendo por todo o País. Os cidadãos de bem que exigem respeito estão sendo agredidos por quem deveria nos proteger”, diz a mensagem publicada na página do movimento no Facebook.

“No Mato Grosso do Sul não é diferente, conflitos agrários assolam nossa zona rural. Escândalos de DESVIO de dinheiro público em HOSPITAIS indignam nossa população. Nossa querida UFMS sendo tomada pela corrupção e desvios de verbas públicas.Ruas desmoronando córrego a dentro, nossos filhos e amigos sendo sequestrados e ASSASSINADOS”, afirma, sobre os últimos confrontos, entre índios e produtores rurais e policiais em Sidrolândia.

E durante a mensagem, é citada em vários trechos que o objetivo é pacífico e não há a intenção de “vandalizar”.

Dia do Basta

O encontro será um ato de protesto contra os casos de corrupção no Estado, como o de maior repercussão, que foi o desvio de recursos no tratamento do câncer pelos hospitais Universitário e do Câncer. A “máfia do câncer” é alvo de duas CPIs, criadas pela Câmara Municipal e Assembleia Legislativa, e de investigações feitas pela Polícia Federal e Ministério Público.

O Dia do Basta pretende promover atos por três dias seguidos (20, 21 e 22 deste mês) a partir das 16h30 na Praça Ary Coelho, no Centro.

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