Um homem de 26 anos, apontado pela Polícia Civil como agressor recorrente e com extensa ficha criminal, foi preso preventivamente na noite desta sexta-feira (29), em Campo Grande, durante ação realizada por investigadores da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
De acordo com as investigações, o suspeito estava escondido em uma residência da Capital e foi localizado após trabalho de monitoramento e diligências conduzidas pela equipe policial.
A prisão ocorreu em meio a uma série de denúncias envolvendo violência doméstica, perseguição e ameaças contra a ex-companheira, de 30 anos. Os dois mantiveram relacionamento por cerca de oito anos e tiveram três filhos. Após o fim da relação, encerrada há aproximadamente duas semanas, o investigado teria iniciado uma rotina de perseguições, aguardando a mulher em locais próximos à residência e até em pontos de ônibus.
Além dos episódios de stalking, a vítima relatou à polícia suspeitas ainda mais graves. Segundo o depoimento, ela acredita ter sido dopada sem conhecimento durante vários dias, após ingerir medicamentos administrados pelo ex-companheiro. Conforme o relato, acordava frequentemente debilitada e encontrou indícios que levantaram suspeitas de violência sexual praticada dentro do ambiente familiar.
As investigações também apontam que o suspeito mantinha comportamento controlador, com agressões psicológicas constantes e ameaças de morte. Entre as frases atribuídas a ele está a afirmação de que a mulher “não seria de mais ninguém” caso encerrasse o relacionamento.
Ataque à família da vítima
Outro episódio investigado ocorreu em 22 de maio, quando o homem teria invadido o imóvel da mãe da ex-companheira, no bairro Portal Caiobá II. Conforme a Polícia Civil, ele arrombou o portão da residência, lançou tijolos contra o local e destruiu o veículo pertencente ao padrasto da vítima.
Ainda segundo o registro policial, o investigado arrancou uma placa de sinalização de trânsito e utilizou o objeto para atingir a porta de vidro da casa. Durante a confusão, a mãe da vítima, de 51 anos, e o padrasto, de 61, também teriam sido ameaçados de morte pelo suspeito e por familiares dele.
O caso segue sob investigação e o homem permanece à disposição da Justiça.

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