Dezessete pessoas viraram rés pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro (Foto: Arquivo)
A Justiça aceitou a denúncia pelos crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro contra 17 pessoas pelo desvio de R$ 27 milhões por meio da venda de livros paradidáticos. A denúncia foi recebida pelo juiz Deyvis Ecco, da 2ª Vara Criminal de Campo Grande, conforme decisão publicada nesta segunda-feira (3) no Diário Oficial da Justiça.
Viraram réus a viúva Rossana Paroschi Jafar, 54 anos, e os três filhos, o ex-coordenador da Central de Regulação, Ed Carlo Britto Burgatt, 52, o advogado Gabriel Taquino de Paula, 31, o ex-prefeito de Fátima do Sul e ex-assessor do deputado estadual Jamilson Lopes Name (PP), Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, 46, o ex-assessor da Casa Civil, Inácio da Silva Espíndola, 60, e empresários.
Conforme o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), a organização criminosa superfaturava na venda de livros paradidáticos para prefeituras sem licitação. Servidores públicos e agentes políticos recebiam propina para integrar o esquema criminoso.
Os livros eram vendidos pela Editora Avante, constituída em nome de terceiros pela família Jafar. Rossana é alvo de denúncia por superfaturamento e desvio de recursos públicos pela 2ª vez. Ela e o marido, Micherd Jafar Júnior, que morreu de covid-19, foram denunciados por esquema semelhante após investigação da Polícia Federal na Operação Lama Asfáltica.
O empresário Heyder Bartz também virou réu e é o único que está foragido desde a deflagração da Operação Gutenberg no dia 7 de julho deste ano. A maior parte dos réus está presa.
Notificados pela Justiça do recebimento da denúncia, os réus terão 10 dias para apresentar a defesa prévia.
Comentários