Policial

Neno Razuk é levado para presídio em Campo Grande após prisão na Bolívia

Ex-deputado foi entregue à Polícia Federal em Corumbá e havia informado à Justiça que pretendia se apresentar ao Gaeco

Neno foi entregue à PF de Corumbá na noite de domingo (2) (Divulgação, Polícia Federal)Neno foi entregue à PF de Corumbá na noite de domingo (2) (Divulgação, Polícia Federal) Neno foi entregue à PF de Corumbá na noite de domingo (2) (Divulgação, Polícia Federal)Neno foi entregue à PF de Corumbá na noite de domingo (2) (Divulgação, Polícia Federal)

O ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho (PL), o Neno Razuk, deixou Corumbá na manhã desta segunda-feira (3) com destino a Campo Grande, onde deverá ser encaminhado diretamente para o sistema prisional.

Ele foi preso na noite de domingo (2) em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, por ingresso e permanência irregulares no país. A entrega à Polícia Federal ocorreu por volta da meia-noite, na fronteira entre os dois países, segundo o delegado da PF em Corumbá, Estevão Baesso.

Na manhã desta segunda-feira, Neno Razuk passou por exame de corpo de delito no Imol de Corumbá antes de deixar a cidade pantaneira, por volta das 11h30.

Conforme apurado, o ex-parlamentar havia informado no processo que pretendia se apresentar ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). O pedido). O pedido foi aceito na sexta-feira (31) pelo juiz José Henrique Kaster Franco, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande.

O mesmo magistrado havia decretado a prisão preventiva de Neno Razuk há 25 dias e autorizado a inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol. O procedimento internacional, no entanto, ainda não estava concluído quando ele foi localizado na Bolívia.

A defesa, representada pelo advogado Ricardo Souza Pereira, afirmou que o ex-deputado foi detido quando retornava a Mato Grosso do Sul. Segundo as informações, ele estava em Santa Cruz de la Sierra desde pouco depois de perder o mandato, em 24 de maio.

A prisão foi resultado de ação conjunta entre Polícia Federal, Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Gaeco e a Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico da Bolívia (FELCN), com compartilhamento de informações e diligências coordenadas entre as equipes.

Comentários