O governador de Goiás, Ronaldo Caiado , 76 anos, lançou nesta segunda-feira (30) sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Partido Social Democrático, o PSD, na sede da sigla em São Paulo.
Segundo Caiado, seu primeiro ato como presidente, caso venha a ser eleito, será decretar uma anistia "ampla, geral e irrestrita" para os condenados por tentativa de golpe de Estado , incluindo para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) , que cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.
Caiado focou seu discurso em criticar os rumos do país sob o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e mostrar resultados de seu governo em Goiás em temas-chave como segurança, minerais críticos e inteligência artificial. Ele evitou críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sugeriu que o esforço da direita nesta eleição será neutralizar definitivamente as chances de o PT ser viável à Presidência novamente.
A única referência a Flávio foi feita de maneira discreta, quando o agora pré-candidato sugeriu que, assim como hoje avalia ter sido precoce a sua candidatura a presidente em 1989, o mesmo ocorre agora com o senador, que nunca ocupou cargos do Executivo.
Ele também sinalizou a intenção de intensificar o combate ao crime organizado em um momento em que o governo Lula tenta evitar que grupos como o PCC e o Comando Vermelho sejam taxados como terroristas pelos EUA e abram brecha para intervenções estrangeiras. Para Caiado, inexiste no Brasil o conceito de "Estado Democrático de Direito" dada a expansão dessas organizações criminosas.
Caiado vai renunciar ao comando do Palácio das Esmeraldas na terça (31) para dar início aos esforços de campanha. O vice-governador Daniel Vilela (MDB) assumirá o cargo.

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