BANCO MASTER

Moraes nega viagens em jatinhos de banqueiro e chama reportagem de “fantasiosa”

Ministro do STF afirma que nunca voou com Daniel Vorcaro; escritório confirma uso de táxi aéreo, mas nega vínculo com empresário

moraes Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal. (Foto: Rosinei Coutinho/STF) moraes Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta terça-feira (31) ter realizado viagens em aeronaves do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

A manifestação ocorreu após reportagem do jornal Folha de S.Paulo apontar que o ministro e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, teriam utilizado ao menos sete voos em jatinhos privados ligados a empresas do banqueiro ao longo de 2025.

Segundo a publicação, as aeronaves estariam vinculadas à empresa Prime Aviation, da qual Vorcaro foi sócio. Ainda de acordo com a reportagem, um oitavo voo teria sido feito em um avião pertencente a uma empresa associada a Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro e investigado em supostas fraudes envolvendo a instituição.

Em nota divulgada à imprensa, o gabinete do ministro classificou as informações como “ilações” e negou qualquer relação com os empresários citados.

“As ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas. O ministro Alexandre de Moraes jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”, informou o comunicado.

O escritório Barci de Moraes, ligado à esposa do ministro, confirmou que contratou serviços de táxi aéreo, incluindo voos operados pela Prime Aviation. No entanto, destacou que não houve participação de Vorcaro ou Zettel nas viagens.

“Em nenhum dos voos em aeronaves da Prime Aviation em que viajaram integrantes do escritório estiveram presentes Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel. Além disso, todos os valores eram pagos compensando os honorários advocatícios nos termos contratuais”, informou a banca.

O caso ganhou repercussão nacional e ocorre em meio a investigações envolvendo o Banco Master, aumentando a atenção sobre possíveis conexões entre agentes públicos e empresários do setor financeiro.

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