Campo Grande

Promessas de Adriane não se cumprem mais uma vez e mães atípicas convocam protesto

Luta das mães atípicas na gestão Adriane Lopes é antiga. (Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado) Luta das mães atípicas na gestão Adriane Lopes é antiga. (Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado)

No início de maio, a prefeita Adriane Lopes (PP) divulgou amplamente uma nova ação para contemplar as mães atípicas de Campo Grande, a promessa era a criação do Núcleo de Apoio às Mães Atípicas (Nama). Mas passado um mês do espaço em operação, as mães reclamam que não receberam nenhum item e a situação piorou, visto que o CEM (Centro Especializado Municipal), não é mais uma opção.

“O que foi reafirmado várias vezes durante esse mês é de que não passaria de maio sem fazer a primeira entrega”, diz a presidente da Comissão de Mães Atípicas, Lilidaiane Ricaldi. O sentimento hoje é mais uma vez de frustração, mas não de surpresa já que esse é o tratamento que as mães recebem desde que Adriane Lopes assumiu o poder.

Nem as várias mudanças de secretário surtiram algum bom efeito na vida das mãe atípicas, que tudo o que exigem é o mínimo para a sobrevivência dos filhos: leite, alimentação e fraldas. Além de atendimento com dignidade para as mães que vivem uma rotina diferente por conta dos cuidados intensos com os filhos.

“Nós estamos sem receber os materiais desde os mais baratos até os de alto custo, não tem frasco para as mães da alimentação para os filhos que usam gastrostomia, não tem equipos, não tem sonda para aqueles que precisam tirar a urina da bexiga, ou sonda para aquela mãe que precisa aspirar a traqueostomia do filho”, explica Lilidaiane.

Diante de mais uma decepção com a gestão Adriane Lopes, as mães atípicas estão organizando um protesto em frente a prefeitura, às 15h do sábado (30). Além das reclamações quanto ao Nama, elas querem chamar atenção para as demandas da maternidade atípica e lembram “ser mãe também é um ato político”.

A proposta do Nama é de ser um espaço para dar mais agilidade, organização e cuidado contínuo a essas famílias. “Em abril quando iniciaram os cadastros nos deram o prazo de início de maio para iniciar as entregas, quando iniciou maio, mudaram o prazo para o final de maio, e hoje dia 28 , não recebemos nem 1 grão de nada pelo NAMA”, lembra a presidente da comissão das mães atípicas.

A prefeitura de Campo Grande foi procurada para comentar a situação e apresentar um balanço das ações do Nama, mas não respondeu até o momento. O espaço segue aberto à manifestação.

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