Saúde

Bispo Diocesano de Dourados orienta fiéis para prevenir novo coronavírus

Determinações e orientações pastorais ao clero e povo de Deus visam prevenir e evitar possíveis contágios do novo coronavírus durante missas, celebrações, e reuniões

Recomendação do Bispo Diocesano de Dourados visam prevenir o novo coronavírus (Foto: Rafael Wisley) Recomendação do Bispo Diocesano de Dourados visam prevenir o novo coronavírus (Foto: Rafael Wisley)

O Bispo Diocesano de Dourados, Dom Henrique Aparecido de Lima, divulgou nas redes sociais da Diocese determinações e orientações pastorais ao clero e povo de Deus para prevenir e evitar possíveis contágios do novo coronavírus (Covid-19) durante missas, celebrações, e reuniões. 

Nesta segunda-feira (16), a prefeita Délia Razuk (PTB) publicou decreto no qual suspende a realização de eventos públicos e privados com aglomerações de pessoas no âmbito do município. Essa medida faz parte do trabalho contra o avanço da doença no município, que tem dois casos suspeitos sob investigação.

Sem detalhar se as missas e celebrações da Igreja Católica serão suspensas, o Bispo Diocesano recomendou que “não haja momentaneamente cumprimento através de abraço ou aperto de mão nas recepções e despedidas por parte de todos”.

“Inclusive a Pastoral da Acolhida é motivada a usar a criatividade e o bom senso para expressar a alegria e a fraternidade ao acolher os irmãos que se dirigem as celebrações e demais eventos em nossas comunidades”, detalhou.

Também foi orientado aos fiéis que não haja união das mãos para o Pai-Nosso, e não seja dado o Abraço da Paz.

Ele cita ainda o documento Redemptionis Sacramentum, segundo o qual “todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se quer receber na mão o Sacramento. […] Sem dúvida, ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma imediatamente a hóstia, na frente do ministro, e ninguém se desloque tendo na mão as espécies eucarísticas”. (cf. Redemptionis Sacramentum)”.

No entanto, o líder religioso aponta a necessidade de “especial caridade neste período cauteloso que vivemos” e orientou “que se opte por comungar somente nas mãos”. “Isto para evitar a involuntária contaminação por saliva”, pontuou.

“Durante a celebração da Paixão do Senhor, na Sexta Feira-Santa, não haja o beijo da cruz, que pode ser substituído pela contemplação silenciosa da cruz (conforme indicação do próprio Missal Romano)”, orienta.

Também foram citadas as medidas de prevenção, recomendadas pelas autoridades sanitárias: 1. Higienizar as mãos, muitas vezes, com água e sabão ou álcool em gel; 2. Utilizar lenço descartável para higiene nasal; 3. Proteger com lenços (preferencialmente descartáveis a cada uso) a boca e o nariz ao tossir ou espirrar; 4. Evitar tocar no nariz ou boca, após o contato com superfícies; 5. Manter os ambientes bem ventilados; 6. Repouso, alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

“Por fim, arrogamos a cada fiel sua parcela de responsabilidade e caridade em acolher e por em prática o que acima foi determinado e orientado. Rezemos também para que em breve, a situação esteja sanada ou a menos controlada para que se possa retomar estes costumes onde eles forem comum”, finaliza a publicação.

 

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