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Jardim e Fátima registram mortes por chikungunya e chega a 10 em MS

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Mato Grosso do Sul confirmou mais duas mortes por chikungunya, elevando para 10 o número de óbitos pela doença em 2026. Os novos registros foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MS) e ocorreram nos municípios de Jardim e Fátima do Sul.

Em Jardim, a vítima foi um idoso de 94 anos, que morreu no dia 4 de abril. O resultado do exame que confirmou a causa só foi liberado nesta sexta-feira (10). Segundo a SES, ele possuía comorbidades, como hipertensão, câncer e diabetes. Este é o segundo óbito registrado na cidade.

Já em Fátima do Sul, a morte confirmada é de um homem de 82 anos, que faleceu na última quarta-feira (8). Ele também apresentava doenças pré-existentes, como pressão alta e diabetes.

Os dados reforçam o alerta para os grupos mais vulneráveis, como idosos, bebês e pessoas com comorbidades, que têm maior risco de agravamento da doença.

O boletim epidemiológico aponta que Mato Grosso do Sul já soma 4.281 casos prováveis de chikungunya. Destes, 2.102 foram confirmados, enquanto outros 2.179 seguem em investigação, aguardando resultados laboratoriais.

Atualmente, 17 municípios do Estado enfrentam situação de epidemia.

Além dos dois casos mais recentes, o Estado já havia registrado outras oito mortes neste ano. Em Jardim, uma mulher de 82 anos morreu em março. Em Bonito, um homem de 72 anos também foi vítima da doença.

Em Dourados, seis mortes foram confirmadas, todas entre indígenas: duas mulheres, de 69 e 60 anos; dois homens, de 73 e 55 anos; e dois bebês, de um e três meses. O município ainda investiga outros dois óbitos.

A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue e da zika. A principal forma de prevenção é eliminar água parada, onde o inseto se reproduz.

Confira algumas orientações:

As autoridades reforçam que o combate ao mosquito depende da participação de toda a população.

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