Saúde

MS recebe primeira remessa de insulina glargina para distribuição pelo SUS

Estado recebeu mais de 5 mil tubetes do medicamento de ação prolongada, que substituirá gradualmente a insulina NPH para pacientes com diabetes

Insulina glargina passa a ter oferta ampliada em Mato Grosso Sul (Foto: Arquivo/Conselho Federal de Farmácia) Insulina glargina passa a ter oferta ampliada em Mato Grosso Sul (Foto: Arquivo/Conselho Federal de Farmácia)

Mato Grosso do Sul recebeu a primeira remessa de insulina glargina destinada à rede pública de saúde. Ao todo, foram enviados 5.156 tubetes do medicamento e 1.409 canetas reutilizáveis para aplicação, que passarão a integrar o tratamento de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde ainda não informou como será a distribuição entre os municípios.

A medida faz parte da estratégia do governo federal para ampliar o acesso a tratamentos mais modernos para pessoas com diabetes. Em todo o país, cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina já foram encaminhados aos estados, e a expectativa é que a entrega seja concluída até o fim deste mês.

A insulina glargina será disponibilizada para pacientes com idade entre 2 anos e 18 anos incompletos diagnosticados com diabetes tipo 1, além de pessoas com 70 anos ou mais que tenham diabetes tipo 1 ou tipo 2. O fornecimento ocorrerá nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), mediante avaliação clínica e prescrição médica.

Por ser uma insulina de ação prolongada, a glargina representa um avanço no tratamento. Em grande parte dos casos, o medicamento exige apenas uma aplicação diária, reduzindo a quantidade de injeções em comparação com outros esquemas terapêuticos.

Além da praticidade, a nova medicação contribui para um controle mais estável dos níveis de glicose no sangue, diminui o risco de episódios de hipoglicemia e favorece a adesão ao tratamento, proporcionando mais segurança e qualidade de vida aos pacientes.

Os pacientes que atendem aos critérios deverão procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima com a receita médica devidamente assinada e carimbada. Pais, responsáveis e cuidadores também poderão solicitar a substituição da insulina NPH pela glargina para pacientes elegíveis.

Antes da mudança, uma equipe multiprofissional fará uma avaliação clínica para confirmar a indicação do novo tratamento. Os pacientes também receberão orientações sobre o uso correto do medicamento, técnicas de aplicação e armazenamento.

Além da insulina, o SUS fornecerá gratuitamente uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de até três anos, e as agulhas necessárias para o tratamento.

Segundo o Ministério da Saúde, a substituição da insulina NPH será realizada de forma gradual na atenção primária, garantindo uma transição segura aos pacientes. A incorporação da insulina glargina ao SUS faz parte de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), iniciativa voltada ao fortalecimento da produção nacional do medicamento e à ampliação da segurança no abastecimento da rede pública de saúde.

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