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Coronavac, vacina encomendada pela prefeitura de Campo Grande, tem 78% a 100% de eficácia

Governo de SP divulgou dados detalhados de resultado de testes

Foto: Divulgação, Governo SP Foto: Divulgação, Governo SP

O Governo de São Paulo divulgou nesta quinta-feira (7) que a vacina Coronavac, que está sendo produzida pelo Instituto Butantan e que teve pedido de compra enviado pela prefeitura de Campo Grande, tem eficácia de 78%. Os resultados foram apresentados no fim desta manhã e o Governo paulista afirma que pedido de uso emergencial da vacina já foi feito à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A expectativa é que a campanha de vacinação se inicie no fim do mês de janeiro em São Paulo, mesma data já cogitada pela prefeitura de Campo Grande.

A vacina contra a Covid-19 é desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Campo Grande já encaminhou ao instituto pedido de compra de 347 mil doses. A prefeitura aguarda o retorno do Butantan, que deve começar a responder as solicitações assim que houver autorização da Anvisa.

Além da prefeitura, o Governo do Estado também já protocolou intenção de compra junto ao Butantan para aquisição 1,7 milhão de doses, que garantiria imunização de 850 mil pessoas. 

Na prática, se uma vacina tem 78% de eficácia, isso significa dizer que 78% das pessoas que tomam a vacina ficam protegidas contra aquela doença. A taxa mínima recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Anvisa é de 50%.

No pré-calendário definido pela Prefeitura, a primeira remessa com 121.736 doses deve chegar ainda em janeiro de 2021,104.345 em fevereiro e 121.736 em março de 2021. Em nota, a Prefeitura afirma que aguarda resposta do Butantan.

“O município ainda aguarda devolutiva do Instituto Butantan para disponibilização de 347 mil doses. A expectativa é de que a vacinação comece ainda este mês”, disse.

Se o contrato for formalizado, o serviço de aplicação da vacina e os insumos, como seringas e agulhas, devem ser de responsabilidade da Prefeitura. O município deve manter a parceria com o Ministério da Saúde no contrato do Plano Nacional de Imunizações. O grupo de prioridade será de idosos e profissionais que estão atuando na linha de frente de combate ao coronavírus durante a pandemia.

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