Economia

Com alta demanda por maquinário, FCO transfere R$ 600 milhões para setor rural

Verba virá do FCO empresarial depois que financiamentos do agro já alcançam o limite

Volume já contratado já está próximo do limite e alteração deve atender necessidade de compra de equipamentos (Foto/Arquivo) Volume já contratado já está próximo do limite e alteração deve atender necessidade de compra de equipamentos (Foto/Arquivo)

O FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) terá R$ 600 milhões remanejados do programa empresarial para o rural em Mato Grosso do Sul. A mudança foi publicada nesta terça-feira (22) no Diário Oficial do Estado e é justificada pela demanda por financiamentos destinados às atividades rurais.

O FCO remanejará R$ 600 milhões do programa empresarial para o rural em Mato Grosso do Sul, conforme publicação no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (22). Os recursos atenderão demandas por máquinas, equipamentos e atividades como avicultura e suinocultura. O Conselho também fixou limite de R$ 15 milhões por proponente e teto de R$ 400 milhões para financiamentos de máquinas agrícolas e caminhões em 2026.

Os recursos estavam disponíveis no FCO Empresarial e ainda não haviam sido utilizados. Agora, serão direcionados ao FCO Rural para atender pedidos de financiamento no Estado.

A deliberação cita demanda para aquisição de máquinas e equipamentos, conservação e correção do solo, avicultura, suinocultura, reforma de pastagens e outras finalidades previstas no programa rural.

Segundo o documento, o volume de recursos já contratados, somado às propostas de financiamento que estão em fase de estudo e contratação, está próximo do limite orçamentário previsto para o FCO Rural em 2026.

A decisão foi aprovada pelo CEIF/FCO (Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) durante a 9ª Reunião Ordinária, realizada em 17 de setembro.

Limites - Outra deliberação publicada nesta terça-feira estabelece limites para financiamentos do FCO Rural destinados à compra de máquinas agrícolas, implementos e equipamentos associados, caminhões e seus agregados e aviões agrícolas.

Para esses bens, a assistência máxima com recursos do Fundo fica limitada a R$ 15 milhões por proponente. Para chegar a esse valor, deverá ser considerado o saldo devedor total das operações em nome do cliente, grupo empresarial ou grupo agropecuário.

As instituições financeiras também deverão encaminhar ao Conselho, junto com as cartas-consultas, informações detalhadas sobre operações existentes sob responsabilidade do cliente, grupo familiar, grupo empresarial ou grupo agropecuário destinadas à aquisição desses bens.

Além do teto por proponente, o Conselho estabeleceu limite total de R$ 400 milhões, durante 2026, para propostas de financiamento de máquinas agrícolas, implementos e equipamentos associados, caminhões e seus agregados e aviões agrícolas.

Na justificativa, o Conselho aponta “alta demanda” por recursos para o financiamento desses bens em exercícios anteriores, considerando tanto operações já contratadas quanto cartas-consultas aprovadas e em fase de contratação nas instituições financeiras.

O documento também cita avicultura, suinocultura e bovinocultura de leite como cadeias produtivas consideradas estratégicas pelo Conselho, com foco na agregação de valor, geração de empregos, diversificação dos segmentos econômicos e ampliação da distribuição de renda no âmbito do Fundo.

As duas deliberações entraram em vigor com a publicação nesta terça-feira. A segunda também revoga uma deliberação anterior, de 15 de abril de 2026.

Comentários