Itaporã

Ex-sócia é acusada de se apropriar de cheques, cartões e mercadorias após encerramento de empresa em Itaporã

Vítima afirma que investigada continua utilizando o estabelecimento e se recusa a devolver materiais e valores avaliados em mais de R$ 87 mil.

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Uma mulher procurou as autoridades para denunciar uma suposta apropriação indébita envolvendo uma antiga empresa e uma ex-sócia de fato, em Itaporã. Segundo o relato registrado em boletim de ocorrência, o caso ocorreu após o encerramento formal das atividades do estabelecimento.

De acordo com a comunicante, a investigada participava da empresa como sócia de fato, embora não constasse formalmente no contrato social. Com o encerramento das atividades, a vítima afirma ter realizado a baixa do CNPJ. Entretanto, segundo ela, a ex-sócia teria continuado utilizando normalmente o estabelecimento, realizando vendas de mercadorias e outras atividades comerciais.

A vítima relata que solicitou a devolução de 16 folhas de cheques empresariais, dois cartões de crédito corporativos e um cartão de crédito de pessoa física, todos vinculados a ela ou à antiga empresa. Também teria sido solicitada a restituição de mercadorias adquiridas antes do encerramento, avaliadas em aproximadamente R$ 87 mil.

Conforme o boletim, a investigada teria se recusado a devolver os materiais e documentos, situação que, segundo a comunicante, estaria impedindo a conclusão dos procedimentos burocráticos relacionados ao encerramento da empresa.

Prejuízos financeiros

Ainda segundo o relato, a vítima afirma ter sofrido prejuízos financeiros decorrentes de dívidas que teriam sido contraídas enquanto a ex-sócia administrava os cheques e cartões.

Duas folhas de cheque já teriam sido devolvidas por insuficiência de fundos, cada uma no valor de R$ 2.713, totalizando R$ 5.426.

A comunicante também aponta perdas de aproximadamente R$ 4.700 em cartões vinculados à empresa e outros R$ 2.652 em seu cartão de crédito pessoal.

Além dos prejuízos financeiros, a vítima afirma ter sido ameaçada durante uma tentativa de solucionar a situação de forma amigável. Segundo ela, o episódio foi registrado anteriormente por meio do Boletim de Ocorrência nº 5103/2026, na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) de Dourados.

Diante da ausência de acordo entre as partes, a comunicante informou ter decidido procurar as autoridades para adoção das medidas legais cabíveis.

O caso foi registrado como apropriação indébita e deverá ser apurado pelas autoridades competentes. Até o momento, trata-se de uma acusação apresentada pela vítima, cabendo à investigação esclarecer os fatos e eventuais responsabilidades.

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