O pecuarista e ex-vereador de Itaporã, Célio Poveda, 72, conseguiu se livrar de passar mais tempo na cadeia. A juíza Eucelia Moreira Cassal da 3ª Vara Criminal o livrou de prisão preventiva pelo porte ilegal de arma de fogo, mas ele vai continuar preso pela tentativa de homicídio contra um motoboy em outubro do ano passado.
Em 20 de fevereiro, Célio Poveda foi preso em flagrante na BR-060, pela posse de uma pistola 380 e 11 munições. Contra ele ainda constava um mandado de prisão em aberto. A prisão foi convertida em preventiva, mas a Justiça acatou a alegação da defesa de saúde debilitada.
Conforme a defesa, Celio é portador de doença arterial coronariana com histórico de angioplastia e implantação de stent, além de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e ateromatose carotídea,
“Em conjunto, demandam acompanhamento médico contínuo e rigoroso. Tal quadro revela a fragilidade do estado de saúde doa utuado, a qual, aliada à sua idade avançada (72 anos), recomenda maior cautela na manutenção da medida extrema”, disse a juíza Eucelia Moreira Cassal, da ª Vara Criminal.
O Ministério Público Estadual foi contra a revogação da prisão e defendeu que o acusado possui “personalidade voltada a prática de delitos”. Além da acusação em questão, ele possuía mandado de prisão por crime de homicídio, responde por outras duas ações e estava com uma arma de fogo com 11 munições.
“Há necessidade da manutenção da prisão preventiva em virtude do perigo gerado pelo estado de liberdade do autor, uma vez que possui conduta habitual e reiterada, inclusive por crime de mesma natureza, bem como há o receio de perigo pelos mesmos fundamentos trazidos acima, não sendo viável a substituição e aplicação de medidas cautelares diversas da prisão”, diz o posicionamento do MPMS.
Celio Poveda foi preso em fevereiro junto com o 1º sargento da Polícia Militar, Luiz Gonçalves de Oliveira, por cinco disparos feitos contra o motoboy. Mas Poveda também é réu por aplicar golpe milionário junto com o empresário Diego Aparecido Francisco.
Após o início das investigações, o Poveda e o PM passaram a fazer ameaças ao empresário para mudar o depoimento na Polícia Civil. Francisco da Silva, 48 anos, foi assassinado no início deste mês e a suspeita é de que foi executada pelo sargento da PM. O ex-vereador usava o policial para ameaçar as vítimas em um esquema de agiotagem.
Um dia antes de ser preso, na quinta-feira (19), Luiz Gonçalves foi promovido a 1º sargento da Polícia Militar. A promoção ocorreu por antiguidade e foi publicada em edição do Diário Oficial do Estado, segundo o G1.
A prisão de Luiz foi acompanhada pela Corregedoria da PM, enquanto Célio Poveda foi encaminhado para o Garras, em Campo Grande.
A prisão foi decretada pelo juiz Evandro Endo, da Vara de Itaporã. Durante o cumprimento dos mandados, a polícia encontrou uma arma de fogo e R$ 5 mil em poder de Célio Poveda. A defesa do ex-vereador negou as acusações e ingressará com habeas corpus. A defesa do PM também negou o crime.

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