Saúde

MS está entre 5 estados em alerta por aumento de casos respiratórios

Rinovírus e vírus da covid-19 impulsionam crescimento de casos graves, segundo boletim da Fiocruz

Idosos aguardando atendimento na USF 26 de agosto (Foto: Arquivo) Idosos aguardando atendimento na USF 26 de agosto (Foto: Arquivo)

Mato Grosso do Sul está entre os 5 estados brasileiros com incidência de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em níveis de alerta ou risco e tendência de crescimento dos casos. O aumento é impulsionado pelo rinovírus e pelo Sars-CoV-2, vírus causador da covid-19.

Mato Grosso do Sul está entre cinco estados com incidência de SRAG em nível de alerta ou risco e tendência de crescimento, segundo o boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (29). O aumento é associado ao rinovírus e ao Sars-CoV-2. Amapá, Mato Grosso, Sergipe e Maranhão têm cenário semelhante. A pesquisadora Tatiana Portella recomenda que idosos e imunocomprometidos mantenham a vacinação contra a covid-19 em dia, com reforço a cada seis meses.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29), em nova edição do boletim InfoGripe, produzido pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). O levantamento considera informações até a semana epidemiológica 42, de 18 a 24 de outubro.

Além de MS, Amapá, Mato Grosso, Sergipe e Maranhão apresentam o mesmo cenário. O levantamento considera a incidência de casos graves e a tendência de crescimento nas últimas semanas.

O boletim também aponta sinais de aumento dos casos graves de covid-19 no Estado. Apesar disso, a incidência de SRAG causada pelo coronavírus permanece em níveis muito baixos no país, assim como nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, que também apresentam sinais de crescimento.

A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, alerta que, mesmo com o baixo número de hospitalizações por covid-19, é importante que pessoas dos grupos prioritários verifiquem se estão com a vacinação em dia. Idosos e pessoas imunocomprometidas precisam receber doses de reforço a cada seis meses.

Cenário nacional - Em todo o Brasil, os casos de SRAG apresentam tendência de estabilização ou oscilação nas últimas seis semanas, mas houve aumento nas últimas três semanas. Além dos cinco estados com crescimento, Roraima e Santa Catarina registram incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem tendência de crescimento no longo prazo.

O levantamento também identificou queda nos casos graves causados pelo metapneumovírus e estabilização dos registros associados ao rinovírus. Já os casos graves de covid-19 apresentam leve crescimento no cenário nacional.

O aumento de SRAG por metapneumovírus ocorre principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, na Região Sudeste, e na Bahia, em Pernambuco e Sergipe, no Nordeste. Em Sergipe, o crescimento tem sido impulsionado especialmente por esse vírus entre crianças pequenas.

Em Mato Grosso, o aumento dos casos de SRAG está relacionado principalmente ao Sars-CoV-2. No Maranhão e no Amapá, não há dados laboratoriais suficientes para determinar qual vírus está provocando o crescimento.

Cinco capitais também apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas seis semanas: Aracaju (SE), Belém (PA), Cuiabá (MT), João Pessoa (PB) e Rio de Janeiro (RJ). Brasília (DF) e Florianópolis (SC) também registram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo.

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